Sandy Zilberman é uma das principais responsáveis pela organização de viagens para pessoas em hemodiálise em Israel, acompanhando grupos de doentes que desejam continuar a viajar em segurança, sem interromper os seus tratamentos.
Nos últimos dezoito meses, trabalhou em estreita colaboração com a Diaverum Portugal para tornar possível uma viagem que enfrentou inúmeros desafios, desde questões logísticas às incertezas provocadas pelo conflito no Médio Oriente. Graças à sua determinação, empenho e capacidade de mobilizar pessoas, um grupo de doentes israelitas pôde finalmente viajar até Portugal, realizar os seus tratamentos na Diaverum Lumiar e viver uma experiência marcada pela segurança, pelo acolhimento e pela descoberta.
Nesta entrevista, Sandy partilha o que a motivou a escolher Portugal, o feedback dos participantes e a importância de permitir que as pessoas em diálise continuem a viajar, a criar memórias e a viver para além da doença.
1. O que a levou a escolher Portugal para esta viagem?
Escolhi Portugal como destino para esta viagem com os doentes após uma primeira conversa telefónica consigo, na qual senti que tinha encontrado alguém em quem podia confiar.
2. Acredita que Portugal oferece todas as condições necessárias para acolher e apoiar doentes em diálise que viajam para o estrangeiro?
Para mim, Portugal reuniu todas as condições para proporcionar uma viagem personalizada, confortável e segura para os doentes.
3. O que mais a impressionou ou marcou durante a sua estadia em Portugal?
Durante a minha estadia em Portugal, gostei muito da simpatia, hospitalidade e enorme amabilidade das pessoas. Impressionou-me também a limpeza das ruas, o ambiente acolhedor e as belas paisagens que tive a oportunidade de conhecer ao longo da viagem.
4. Qual foi o feedback dos doentes relativamente à clínica e aos tratamentos que receberam?
Os doentes ficaram muito satisfeitos com o profissionalismo de toda a equipa, com a limpeza da clínica e com o acolhimento caloroso que receberam sempre que chegaram ao centro de diálise.
5. Quais foram as suas impressões sobre a equipa clínica?
Na minha opinião, toda a equipa da clínica é extremamente profissional, conhece muito bem o seu trabalho e demonstra uma grande compreensão e compaixão pelos doentes.
6. Acredita que voltará a Portugal no futuro?
Planeio regressar ao Porto no próximo ano e, como habitualmente, iremos preparar todos os detalhes da viagem em conjunto e com antecedência.
7. Recomendaria Portugal a outros doentes em diálise? Se sim, quais seriam as principais razões?
Sem dúvida que recomendarei Portugal a outros doentes, porque sei que encontrarão uma equipa altamente profissional e pessoas em quem podem confiar.
8. Esta viagem foi particularmente especial. Na sua opinião, quais foram os principais fatores que contribuíram para que se tornasse uma experiência tão memorável?
A viagem a Portugal foi a minha primeira experiência a acompanhar doentes numa viagem de longo curso (comparativamente às restantes viagens que tinha organizado até então).
Desde o primeiro momento senti o enorme empenho da Marta em tornar esta viagem possível, apesar de todas as dificuldades que enfrentámos ao longo do ano, incluindo a guerra e outros desafios.
Em todas as conversas que tivemos, ficou sempre claro que havia alguém em quem podíamos confiar. A Marta esteve sempre disponível para nós, garantindo que todas as nossas necessidades seriam tratadas — e foi exatamente isso que aconteceu.
Gostaria de agradecer, uma vez mais, à Marta e a toda a extraordinária equipa por nos terem proporcionado uma viagem inesquecível. Espero regressar em breve a este maravilhoso país, acompanhado por mais doentes, contando novamente com a ajuda profissional, dedicada e incansável da Martha.